O Município de S. João da Madeira dá continuidade, em 2020, ao Festival NOVEMBRO JAZZ que pretende divulgar este particular género musical, reunindo, no palco da Casa, músicos de grande qualidade, nacionais e estrangeiros. Ao longo de todo o mês, o principal palco da cidade irá acolher os ritmos especiais deste género musical que surgiu no final do século XIX nos Estados Unidos da América, trazendo a S. João da Madeira alguns dos mais relevantes nomes do jazz português e internacional.

O desafio é fazer mais e melhor. E, se em 2018 o mote era “descobrir”, agora o mote será “mergulhar”, numa panóplia de propostas NO FEMININO que surpreendem, que instigam e que irão contagiar a cidade ao longo de todo o mês.

 

AMARO FREITAS - 6 NOVEMBRO . 22H

 

A cultura de Pernambuco transborda, naturalmente, no estilo de Amaro Freitas, pianista e compositor de 28 anos que é uma das grandes revelações do jazz brasileiro recente. 

Influenciado pelo mestre do frevo, Capiba, por Moacir Santos, Hermeto  Pascoal e Edilberto Gismonti, mas também pelas grandes referências do piano jazz como Thelonious Monk, Keith Jarrett ou Chick Corea, lançou o seu disco de estreia Sangue Negro em 2016 e conquistou de imediato a crítica, que nele encontrou uma nova vida no piano jazz.

No mesmo ano, foi agraciado com o Prémio MIMO Instrumental. 

O concerto, com cerca de 75m, de Amaro Freitas Trio é um “tour de force” de experimentação e renovaçãoo das tradicionais estruturas do jazz brasileiro. 

O pianista Amaro Freitas consolida neste novo espetáculo a sua proposta artística de cruzar elementos da cultura popular afro- brasileira com o jazz em uma única espiral sonora. 

 

elisa rodrigues - 13 NOVEMBRO . 22H

 

Daqui em diante, a partir do disco que agora vos chega às mãos, As Blue As Red, passaremos a dispor de mais um argumento, irrefutável, definitivo, para defender a ideia de que uma revelação – estatuto que muitos vão convictamente atribuir a Elisa Rodrigues – pode implicar muito tempo e muitas etapas de crescimento, algumas delas construídas à vista de quem quiser olhar a valer.

Elisa Rodrigues acumulou nos últimos anos muitas experiências de palco, integrando equipas de outros artistas portugueses ou assumindo o desafio em nome próprio, mesmo que o trabalho se desenvolvesse em equipa; gravou um álbum de estreia, Heart Mouth Dialogues, em 2011, fazendo confluir para uma linguagem já personalizada o gosto de múltiplas referências e a aprendizagem com distintas (em mais do que um sentido...) influências, em especial aquela que lhe valeu, sobretudo no meio musical, passar a ser identificada como uma voz do jazz, pela proximidade, pela identidade e pela liberdade; foi recrutada para gravar com a banda britânica These New Puritans, assumindo essa responsabilidade no álbum Field Of Reeds, de 2013, acabando por manter esse posto de destaque na digressão intercontinental do grupo; no âmbito dos concertos, tornou-se uma presença familiar e desejada pelos mais atentos às movimentações musicais por cá, marcando presença em reuniões de largo espectro em território nacional (os festivais Vodafone, Mexefest, Cool Jazz, MED, Douro Jazz), deixando a sua impressão digital em palcos internacionais de enorme exigência (como o da sala londrina The Barbican ou do mítico Hollywood Bowl, em Los Angeles).

 

LISA BASSENGE - 21 NOVEMBRO . 22H

 

Uma das vozes mais singulares na linha do Smooth Jazz.

Aos 16 Lisa Bessenge descobre seu amor por cantar, formou-se na Academy of Music "Hanns Eisler” em Berlin  e tornou-se conhecida por dar voz a concertos com orquestras.

Agora, Lisa Bassenge surge em nome próprio com o seu trio e tem marcado presença em variadíssimos festivais na Europa, Asia e EUA.

Originais doces e delicados fundem-se com versões Smooth de músicas que todos conhecemos, desde The Doors a Tom Waits.Lisa Bassenge colaborou ainda com Stuart Staples dos Tindersticks, com os Calexico entre outros.

Lisa Bassenge, nas suas interpretações confia na sua voz versátil e incrivelmente sensível, sendo considerada uma interprete e compositora de primeira classe no mundo do Jazz.

Ao vivo é acompanhada pelo pianista sueco Jacob Karlzon e pelo baixista dinamarquês Andreas Lang.  Uma noite de jazz vocal que abre as portas para a Pop.

 

ORQUESTRA DE JAZZ DO PORTO - 27 NOVEMBRO . 22H

 

Mais de 100 anos passaram desde o seu nascimento e 20 anos desde o seu falecimento, Frank Sinatra continua imortal.

 

A Orquestra Jazz do Porto leva até si uma singela homenagem aquele que ainda hoje é considerada "A Voz". Sob a direcção artistica de Filipe Monteiro a OJP, com a participação especial de Rui Taipa, convida-o a um concerto de 90 minutos que será uma autêntica viagem ao "glamour" que marcou várias gerações. 

 

CASA DA CRIATIVIDADE, PRAÇA 25 DE ABRIL, SÃO JOÃO DA MADEIRA, PORTUGAL