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A proposta consiste em, uma vez por mês, tendencialmente na última quinta-feira, proporcionar um momento de intimidade e partilha entre público e artistas. Um desafio que pretende estabelecer uma dialética entre a Casa da Criatividade e os seus visitantes, trazendo-os para o seu espaço de partilha de intimidade - o palco. 

Em 2022 há diversidade nas propostas, e por isso, ajustes em momentos especiais. As primeiras três datas resultam de uma parceria com a Associação Cultural Luís Lima, responsável pela curadoria de programação. Cruzamos este eixo programático com a Poesia à Mesa e com o Novembro Jazz, integrando artistas emergentes nos segmentos específicos. Paralelamente trazemos artistas a solo, duo e banda, provindos de projetos já estruturados da nova música portuguesa.

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LUCA ARGEL

24 FEVEREIRO

Curadoria

Associação Luís Lima

Luca Argel, o cantautor carioca radicado em Portugal há dez anos, apresenta neste concerto um repertório que atravessa a sua discografia, com especial atenção ao último projeto discográfico – Samba de Guerrilha - que nos leva numa viagem através da centenária história do samba, marcado por muita luta, glória e desventuras. Bandeira e Conversa de Fila, de registo suave e onde Luca Argel apresentou, com doçura e bom humor, a poesia dos seus sambas também serão recordados.

Samba de Guerrilha é um projeto que começou em 2016 e cresceu durante cinco anos até se transformar em disco. Nasceu na forma de um concerto-workshop sobre a história política do samba. Fora dos palcos, este conceito desenvolvido por Luca Argel tomou a forma de artigos escritos, seminários, programas de rádio até finalmente se efetivar no quarto álbum do cantautor.

Luca Argel subirá ao palco acompanhado do baterista e percussionista brasileiro, Carlos César Motta.

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The miami flu

3 março

Curadoria

Associação Luís Lima

Os The Miami Flu nascem inspirados pelo psicadelismo dos anos 60 e 70, com o pano de fundo dos videojogos com o primeiro disco Too Much Flu Will Kill You, editado em 2016. Neste disco viajam num registo lo-fi entre temas que retratam universos atípicos como um amor platónico por um comprimido ou universos e galáxias microscópicas. E tal como qualquer vírus, também os The Miami Flu sofreram mutações. 

Em 2021 lançam um novo disco Reunion Day, gravado pela própria banda mas produzido por Zé Nando Pimenta dos Estúdios Meifumado. Com uma sonoridade hi-fi, híper realista e polida mantêm-se fiéis ao rock psicadélico mas olham-no de forma diferente porque tudo está diferente, em constante evolução, irrepetível como o passado e contínuo como o futuro.

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metafisicamente

d'outro mundo

17 março

Poesia à Mesa

No despertar de um amor verdadeiro, Pedro Freitas, mais conhecido como Poeta da Cidade, decide tentar traduzi-lo naquilo que se tornou o seu primeiro livro de poesia. Após reconhecer que a forma literária não foi capaz de condensar em si todo o significado deste amor, cria uma performance onde alia as duas formas de arte mais transcendentes: a música, numa criação atmosférica quase divina, pelas mãos de wake up sleep(Cláudio Martins); e a palavra, a materialização da forma literária, num espetáculo poético que tenta mergulhar no sentido mais íntimo da questão: O que é um amor metafísico?.

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BARDINO

24 MARÇO

Curadoria

Associação Luís Lima

Bardino são um trio do Porto que se desmontam em música instrumental ancorada na música eletrónica, jazz e funk. São Nuno Fulgêncio na bateria, Diogo Silva no baixo e Rui Martins a cargo de teclados e guitarra. 

Em 2017 lançaram o primeiro registo, EP homónimo editado pela IC26, sub-label da Zigurartists, produzido e gravado pela própria banda. Em circuito de apresentação deste disco passaram por salas de referência nacional como Hard Club (Porto), Damas (Lisboa), Zigurfest - TRC (Lamego), Maus Hábitos (Porto) ou Gretua (Aveiro). 

Entre experimentações e processo de composição para o sucessor de Bardino EP, editaram o single Intrépido em parceria com o saxofonista Fábio Almeida, gravado, misturado e masterizado por Henrique Lopes. Durante o ano pandémico de 2020, editaram o primeiro longa-duração Centelhacom a jovem editora portuense, Saliva Diva. Gravado nos estúdios Ruby Discos (Chaves), as captações e mistura de Centelha ficaram a cargo de Henrique Lopes e a masterização de Pedro Ledo.

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minta &

the brook trout

30 junhO

Demolition Derby, o aguardado quarto registo de estúdio de Minta & The Brook Trout chegou no ano em que se assinalaram quinze anos do início do projeto que viria a dar origem à banda fundada por Francisca Cortesão. 

Matador, a primeira das músicas a ser escrita para o disco, no longínquo ano de 2018, foi o single de avanço onde estão presentes muitos dos assuntos que percorrem o álbum: paisagens artificiais, a relação com a passagem do tempo, autoilusões e desilusões e, finalmente, uma tentativa de fazer as pazes com um certo tumulto interior.

A história de Minta começou em 2006 – quando tudo acontecia no MySpace – como veículo das gravações caseiras das canções de Francisca Cortesão. Em 2009 surgiu o nome Minta & The Brook Trout, enquanto o projeto a solo se foi transformando numa banda, em cuja base estão as canções sucintas de Francisca Cortesão e os arranjos minimais de Mariana Ricardo. Em torno delas gira um elenco de músicos extremamente talentosos, como parte dos Brook Trout ou como convidados especiais. 

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nádia

schilling

29 setembro

Nádia Schilling leva-nos numa reflexão acerca do equilíbrio frágil - e da beleza - que se encontra entre as desilusões e a busca do admirável, evocando a inocência de um tempo que passou, mas se mantém presente, e falando do desafio - por vezes escuro e austero - que emerge das nossas falhas e imperfeições, no qual existem mistérios que devem ser preservados.

Menos contido no cruzamento de géneros e experimentação sónica, o disco incorpora elementos que surgiram espontaneamente nos espetáculos ao vivo: uma dimensão elétrica e experimental, uma dinâmica que alterna a suavidade folk com uma sonoridade menos polida, mais crua e visceral. Surgem guitarras mais distorcidas, camadas de voz, sintetizadores, coros, pedais de efeitos, e onde a secção rítmica - antes suave e discreta, adquire um papel de maior relevo.

Ao vivo, Nádia Schilling é acompanhada pelo baixista João Hasselberg (Tiago Bettencourt, Janeiro, Pedro Lucas, André Júlio Turquesa, Surma), o guitarrista Pedro Branco (Afonso Cabral, Tiago Bettencourt, Old Mountain, You Can’t Win Charlie Brown, Marinho), o baterista Bruno Pedroso (Heróis do Mar, Mler if Dada, Salvador Sobral) e a pianista Raquel Pimpão (Raging Jazz, Catarina Branco).

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TIME FOR T

27 OUTUBRO

De surpresa somos levados por Time for T a uma expedição pelos lugares mais tropicais e transparentes do planeta. Onde os instrumentos se entregam à multiculturalidade das melodias tórridas e os corpos ao perpendicular dos ritmos acesos. Desprovido de preconceitos, Time for Tdebruça-se no cruzamento de influências que tacteiam a tropicália, o folk rock, o blues tuareg e o soul. É um cardápio sonoro eclético que se abre em leveza aos hemisférios e meridianos, trazendo as praias, as florestas e os desertos à humanidade. Uma viagem imperdível à incandescência da música livre.

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ANDRÉ CARVALHO

LOST IN TRANSLATION

10 NOVEMBRO

Novembro Jazz

Inspirado por palavras intraduzíveis, o contrabaixista e compositor André Carvalho apresenta o novo álbum intitulado Lost in Translation. Estas palavras são pequenas pérolas da língua a que pertencem e, para serem compreendidas noutras línguas, será necessário recorrer a uma frase. 

Editado em outubro de 2021 pela editora Americana Outside in Music, o grupo é formado por José Soares no saxofone e André Matos na guitarra, e conta com os apoios da Fundação GDA, Antena2, Companhia de Actores e Teatro Municipal Amélia Rey Colaço. Para ilustrar musicalmente cada uma das palavras que integram o disco, André Carvalho recorre a linguagens como o jazz, a música contemporânea e música improvisada, criando uma linguagem pessoal, contemplativa e intimista.